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Sindicatos intensificam o apoio à diretoria do Sindpol-PE que sofre ameaça de demissão

Por Imprensa (sábado, 9/02/2019)
Atualizado em 9 de fevereiro de 2019

O Governo de Pernambuco ouviu a fúria de sindicalistas em mobilização contra a perseguição de sindicalistas policiais civis. O Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol-AL), sindicatos dos policiais civis do Nordeste e do Brasil, a Cobrapol, a Feipol Nordeste, a Feipol Sul, aFeipol Centro-Oeste, sindicatos de servidores públicos e centrais sindicais de Pernambuco participaram do grande ato público contra a perseguição do governador de Pernambuco, Paulo Câmara, ao presidente do Sindicato dos Policiais Civis de Pernambuco (Sinpol-PE), Áureo Cisneiros, e sua diretoria, que sofrem ameaça de demissão.

A manifestação ocorreu no Centro de Recife na quinta-feira (07). Os manifestantes saíram em passeata com palavras de ordem: “Não à demissão”, “Policiais civis na rua, Paulo Câmara a culpa é sua”.

Áureo Cisneiros agradeceu o apoio dos policias civis de Alagoas e do Brasil. Informou que a diretoria do Sinpol-PE já recebeu mais de 40 processos administrativos, sendo que destes, ele obteve 16 processos. O sindicalista explicou que o Sinpol-PE vem denunciando as péssimas condições de trabalho nas delegacias, do IML, e o adoecimento dos policiais civis em decorrência do descaso do Estado, mas que o Governo do Estado optou pela perseguição, ao invés de dialogar e resolver os problemas da categoria.

O presidente do Sindpol, Ricardo Nazário, ressaltou que se o policial civil em qualquer parte do Brasil sofre ameaça de qualquer governo por estar lutando em defesa de direitos e melhores condições para sua família, o Sindicato de Alagoas apoiará a sua luta. “Esse governador é perseguidor de trabalhador. Estamos demonstrando ao Governo que os dirigentes do Sinpol-PE não estão sozinhos. Os policiais civis alagoanos estão juntos contra essa ameaça de demissão”, reafirmou.

O presidente do Sinpol-CE, Francisco Lucas, destacou a solidariedade ao presidente do Sinpol-PE e seu vice, que estão ameaçados de demissão. “São dois trabalhadores que lutam pelo direito da categoria em benefício da segurança pública. Vamos trabalhar para que cada entidade possa manifestar repúdio a este ato covarde de tentativa de expulsão dos colegas. Áureo está desenvolvendo um mandato classista, afastado de suas funções policiais, e não poderia responder esses processos. Isso é um ato arbitrário”, denuncia.

O sindicalista informou que, em um caso parecido com o vivenciado no Sinpol-PE, o Sindicato do Ceará conseguiu que a Justiça do Trabalho aplicasse multa por impedimento do exercício sindical, que chegou ao valor de R$ 7 milhões ao Governo daquele Estado.

Constantino Junior, presidente do Sindicato dos Policiais Civis do Piauí e presidente do Feipol-NE, manifestou apoio total aos policiais civis de Pernambuco. “Os companheiros sindicalistas estão de licença para desenvolver o mandato classista. Eles exercem de forma correta e independente as atividades sindicais, denunciando as mazelas da segurança pública de Pernambuco e lutando por melhores condições de trabalho”.

Da mesma forma defendeu Giancarlo Miranda, vice-presidente da Cobrapol, dirigente da Feipol-Centro-Oeste e do Sinpol-MS. “A participação da Cobrapol nesse ato demonstra a unidade da categoria nacionalmente, porque não podemos admitir que um policial seja perseguido por reivindicar direitos. A luta é necessária, bem como o apoio nacional. Cada policial civil do Brasil vai levar essa bandeira de luta, porque lutar por salário e trabalho, ainda ser perseguido é inadmissível”, revelou.

O presidente do Sinpol-MA, Rayol Filho, destacou a luta das entidades sindicais contra a perseguição política, em defesa dos dirigentes do Sinpol-PE e em defesa da democracia com os trabalhadores da segurança pública.

O presidente do Sinpol-SE, Adriano Bandeira, disse que o sindicato atendeu a convocação da Feipol-NE. “Os policiais civis não aceitam calado o ataque ao direito à liberdade sindical, à representatividade de um sindicato. O Governo de Pernambuco busca impedir o exercício legal do sindicalista. Abraçamos essa causa. O governo precisa repensar essa atitude. Estamos de mãos dadas com toda a diretoria do Sinpol-PE pela não à demissão”, disse.

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