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Morre o jornalista alagoano Ródio Nogueira

Por Imprensa (quinta-feira, 5/05/2011)
Atualizado em 5 de maio de 2011

Ele estava internado, há duas semanas, na Santa Casa


  Gazetaweb – Janaina Ribeiro, com informações do Blog do Ênio Lins


O jornalismo alagoano está de luto. Morreu, no início da manhã desta segunda-feira (02), o jornalista Ródio Nogueira. Internado há duas semanas na Santa Casa de Maceió, ele travava uma dura batalha contra uma cirrose, descoberta no mês passado. Com seu estilo inconfundível de apurar e escrever reportagens policiais, conquistou respeito entre as suas fontes e tinha o reconhecimento profissional dos mais diferentes segmentos da sociedade alagoana. Ródio deixa esposa, dois filhos e uma neta. O Velório está acontecendo no PlanVida, no bairro do Prado, até às 15h e, em seguida, o corpo será levado para o Cemitério Parque das Flores.


O quadro de saúde do jornalista se agravou na última quinta-feira (28), quando ele sofreu uma parada respiratória e precisou ser transferido da Unidade de Cuidados Intermediários para a Unidade de Terapia Intensiva. Desde então, só respirava com a ajuda de aparelhos e, no final de semana, entrou em coma. A sua morte foi confirmada às 08h30 da manhã de hoje pela equipe médica que o acompanhava.


A paixão pelo jornalismo


Antes de se tornar jornalista, Ródio Nogueira era bancário. Trabalhou, por anos, como caixa do Banco Bradesco. Resolveu interromper a carreira promissora que tinha pela frente porque descobrira, ainda em meados dos anos 60, sua vocação para a comunicação social. Começou a escrever no Jornal de Hoje, à época, o mais antigo impresso que ousou enfrentar a sina de circular às segundas feiras.


Com o passar do tempo, Ródio deixou o Jornal de Hoje e trabalhou em quase todas as redações de jornais alagoanos. Em 1980, pelo Jornal de Alagoas, venceu o Prêmio Esso.


Ele também fez parte da Organização Arnon de Mello, onde permaneceu por oito anos. Lembro-me, como se fosse hoje, do dia em que fui buscar o Ródio para trazê-lo para Gazeta de Alagoas. Foi em 1998, época em que assumi a editoria de Polícia do jornal. A minha escolha por ele foi por conta do seu perfil profissional. Era um dos melhores jornalistas investigadores que eu conheci. E, além de colega de trabalho, nós nos transformamos grandes amigos. Ródio nos fará muita falta”, lamentou o jornalista Ednelson Feitosa.


Especialização em reportagens policiais


Ródio preferia a área policial e foi nela que ele se especializou. Ficou conhecido por escrever de forma apaixonada e imparcial e seus textos ficaram conhecidos por esmiuçar os detalhes das informações apuradas. Mas, apesar do seu entusiasmo, as reportagens feitas por ele não transbordam emoção. Ele era um defensor da boa notícia.


Também era famoso o acervo jornalístico de Ródio Nogueira. Ele tinha uma coleção gigantesca, com centenas de pastas e fotos, que contam a história de Alagoas. E não só a história policial do Estado. Seus arquivos mostram fatos políticos, acontecimentos na cidade, cenas históricas. E, até, já serviram para subsidiar matérias inscritas por novos jornalistas que precisam de informações do passado.


A família informou o velório está acontecendo no PlanVida, no bairro do Prado, até às 15h e, em seguida, o corpo será levado para o Cemitério Parque das Flores, local onde será enterrado às 19h.


Ródio Nogueira, apesar de gozar da condição de aposentado, não havia parado de trabalhar. Ele escrevia para o Jornal Extra e era assessor de comunicação da Secretaria Municipal de Infraestrutura.


Gazetaweb.globo.com

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