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Em luta pela valorização: Sindpol recebe apoio do deputado estadual Davi Maia

Por Imprensa (sexta-feira, 8/11/2019)
Atualizado em 8 de novembro de 2019

Em busca de apoio dos parlamentares, a nova gestão do Sindicato dos Policiais Civis de Alagoas (Sindpol) se reuniu com o deputado estadual Davi Maia, na quarta-feira (06), para esclarecer os itens da pauta de reivindicações da categoria e conquistar mais um parlamentar alinhado com a luta da categoria. Bastante atencioso, Davi Maia se colocou à disposição do Sindpol para a conquista dos pleitos.

Na reunião, o presidente do Sindpol, Ricardo Nazário, esclareceu os principais itens da pauta de reivindicações, informando sobre o início da negociação com o Secretário Especial de Gestão e Patrimônio, da Seplag, Sérgio de Figueirêdo Silveira, que definiu um calendário para negociar a verba de vestimenta, o Serviço Policial Voluntário (SPV) e proposta para o aumento do piso salarial.

Quanto ao piso salarial, o Sindpol defendeu a média nacional dos policiais civis. O sindicalista destacou que o piso salarial dos agentes e escrivães, cargos de nível superior, está inferior ao piso dos policiais militares, com nível médio, que concluiu negociação salarial com o governo. Ricardo Nazário também lembrou que os delegados obtiveram reajuste salarial de 29% neste ano, ampliando a disparidade salarial de até seis vezes do valor entre os agentes e escrivães.

Os dirigentes também defenderam a unificação dos cargos (agentes e escrivães), com a implantação da nomenclatura de Oficial Policial Civil (OPC) como forma de modernizar e aperfeiçoar o atendimento da Polícia Civil. Com a proposta do novo profissional, as atribuições policiais poderão ser realizadas por uma pessoa. Ricardo Nazário explicou que, atualmente, a população recebe o primeiro atendimento, vai ser ouvida pelo escrivão, para depois começar o trabalho investigativo. E o OPC já irá realizar todos os procedimentos, desburocratizando a Polícia Civil e dinamizando o trabalho.

O sindicalista também denunciou que o Estado entregou 300 pistolas Glock, mas está exigindo que o policial civil compre o coldre específico para o armamento. Ricardo Nazário informou que o Sindpol pleiteia a verba de vestimenta, que é justamente para a compra de camisa personalizada, coldre, distintivo, botas, entre outros equipamentos policiais. Destacou a emenda parlamentar aprovada no Legislativo nos orçamentos de 2018 e 2019 para verba de vestimenta, mas que o Governo do Estado nunca implantou. Um dos pleitos do Sindpol é a criação de lei ou decreto para a verba. O sindicalista disse que a Delegacia Geral já deu início ao processo da lei, mas a Procuradoria Geral do Estado negou, alegando erro de origem. O conflito ficou para ser resolvido junto à Seplag.

O sindicalista também informou que os policiais civis não recebem periculosidade, e o Sindpol está reivindicando que a categoria seja contemplada pela Lei Estadual nº 7.817/2016, que trata dos adicionais de insalubridade e periculosidade dos servidores públicos.

Ricardo Nazário também criticou a atual política de segurança, informando a falsa integração entre as polícias Civil e Militar, além dos problemas estruturais e de fragilidade das edificações dos Centros Integrados de Segurança Pública (CISP), tipo 1, que custou cada R$ 2 milhões. Citou o caso de uma escrivã que foi retirada do plantão por falta de alojamento feminino. O sindicalista disse que a construção do prédio da Polícia Rodoviária Federal, com estrutura brindada, custou o mesmo valor do CISP, tipo 1.

Outra problemática discutida foi a carência de mais de 2000 policiais civis, além de que mais de 600 estão aptos para se aposentar. Ricardo Nazário também informou que o Estado aumentou a carga horária de 30 para 40 horas desde 2003, mas não efetuou a compensação financeira aos policiais civis.

Ricardo Nazário tratou dos problemas de assédios sexual e moral na Polícia Civil, destacando que o Sindpol pleiteia que a situação seja resolvida como uma política de Governo do Estado para a Segurança Pública.

O deputado anotou todos os relatos e disse que o Sindpol procurasse novamente quando houvesse a reunião com o secretário Sérgio de Figueirêdo Silveira, para informar o que fosse acordado.

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